segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Petição ao Pet


Ganhamos!!!
Com isso, confirmamos (a muito custo) nossa condição de nação, acima, portanto, da de mero clube do Rio.
Ao mesmo tempo, os cariocas típicos, Botafogo, Fluminense e Vasco reafirmam sua vocação de times médios.
O Vasco, é verdade, deverá retornar à primeirona (por quanto tempo?).
Não creio que o Botafogo seja rebaixado este ano, embora esteja entre os quatro últimos há muito tempo.
Mas o Flu, quem crê que não?
A oito pontos do primeiro time fora da zona da morte, o Santo André, não parece haver meios de tirar o tricolor do buraco.
Eu continuo rezando, não a favor do Fla, mas contra os outros.
E quem diria que nossa sobrevida seria mais uma vez obra e graça do Pet?
Segura mais essa, amigão, só faltam 16 jogos (arre!).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Descendo a ladeira...


Botafogo e Cruzeiro empatam e seguem em baixa, diz o UOL.
Sim, porque em campeonato de pontos corridos empatar muito é morrer.
Sobretudo para quem precisa tirar um imenso atraso, como é o caso desses dois.
Um amigo me pediu para que eu falasse bem do Botafogo, aqui no Sparagbol.
Primeiro: não vi o jogo.
Segundo: como falar bem de algum time do Rio, se o menos horrível deles é o meu Mengo, que está caindo tabela abaixo?
Nos 20 últimos brasileiros, 12 foram conquistados por clubes paulistas; somente 5, por cariocas.
Nos 10 últimos brasileiros, 7 foram conquistados por paulistas; somente 1, por carioca.
Ou seja, enquanto a confrontação das duas séries exibe uma melhora de rendimento dos paulistas, de 60% para 70% das conquistas, observa-se a decadência dos cariocas, que se retraíram dos 25% para os 10%.
Em breve, não falaremos mais em grandes do Rio, mas em grandes no Rio.
Porque é só lá que eles falam grosso, com seu futebol grosso.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Soul Flamengo


Profecia consumada: infame Fla-Flu.
Mas que lindo o gol de Denis Marques.
Ele disse que o trocaria pela classificação.
Sei não.
Um gol daqueles germina.
E eu fui picado (de novo!) pelo meu chamengo (por isso chame chame chame chame mengo!)
Ah! Mengo, você é outro, mas somos um.
Na riqueza, na pobreza, na derrota (ai, ai, quantas e quantas...).
Domingo, não importa contra quem (contra tudo, contra nós mesmos?), e sim quando e onde.
Onde estiver, estarei...
De alma.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nada a ver


Hoje tem Fla-Flu.
Clássico flácido, fluido, exangue.
Clássico à margem do bom futebol.
Peladaça.
Um e outro não parecem ter qualquer chance na competição, que, por sinal, não prima pelo bom nível técnico.
Nos últimos anos, tem sido assim: o Fla, inflado pelo título estadual, titubeia no Brasileirão, quase cai e, de quebra, faz feio em competições internacionais.
O Flu, outrora dono do Rio, hoje é mero afluente de poucas águas.
Cheia mesmo está sua torcida.
E o Maracanã, será que enche, hoje à noite?
Só se for de raiva e tédio, os poucos que se arriarem à frente da TV.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Facim", "Facim"


Segundo o UOL, Ronaldinho Gaúcho jogou bem pelo Milan, no último fim de semana.
Ronaldinho Gaúcho perdeu a fúria, a graça, o elã, há mais de quatro anos.
Recomposto, é, de longe, o maior jogador do mundo.
Quem me conhece sabe que não dou mais a mínima para a Seleção.
Mas, se Ronaldinho voltar a jogar como Ronaldinho, sua volta ao time de Dunga é quase certa.
E uma Copa do Mundo com ele é completamente diferente.
Quem sabe eu não acabe torcendo.
Quem sabe.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Prece


Não torço mais pelo Flamengo, não adianta.
Com esse timinho aí, perderemos um jogo após o outro, goleada após goleada.
Como disse o locutor do SporTV, a propósito do jogo de ontem, o Avaí nem precisou fazer uma grande partida para golear o Flamengo.

Minha torcida se concentra nos outros times do campeonato.
Torço para que se abata, pelo menos sobre quatro deles, desgraça sem par.
O Fluminense está bem encaminhado; o Sport também, apesar da vitória de sábado.
Precisamos (pelo amor de Deus!) de mais desafortunados empedernidos.
Mais dois times piores que horríveis.
Do contrário, este ano, nada nos salvará.

domingo, 23 de agosto de 2009

Resíduo sólido

Vi ontem o finzinho de Palmeiras e Inter: 2 a 1 pros verdes, agora azuis.
Tudo o que é sólido etc., disse Marx, todo mundo sabe, no Manifesto Comunista, e a vitória do Palmeiras quase evaporou: o Inter descontou com um golaço e por pouco não empata.
Há alguma coisa sólida neste Brasileiro e no futebol brasileiro de hoje em dia?
Talvez o São Paulo; não o time, o clube.
O analista PVC, que me desagrada em muita coisa, mas está muito longe de ser um tonto, há algum tempo previu: – O São Paulo hegemonizará o futebol brasileiro.
Por quê?
Profissionalismo e estrutura.
No ano passado, PVC apostou no tri são-paulino, quando ninguém apostaria nisso.
E, neste ano, o São Paulo já apareceu, gigante, no retrovisor do líder verde-azul.
Com a maioria dos outros times dando água ou virando fumaça, um tetra do ex-moribundo do Morumbi não é improvável.

sábado, 22 de agosto de 2009

Conversa séria para espantar o medo

Hoje, na Folha, polêmica sobre o calendário brasileiro de futebol.
De um lado, Delair Dumbrosck, presidente em exercício do Flamengo; de outro, Marcelo de Campos Pinto, diretor-executivo da Globo Esportes.
Tendo a concordar com o segundo, que não vê com bons olhos a compatibilização do nosso calendário com o das 5 principais ligas europeias, embora eu deva ficar atento ao fato de que um e outro têm grandes interesses na evolução do debate e em suas consequências práticas.
A transferência massiva de jogadores e de eventuais futuros jogadores para o exterior é somente um dos problemas do nosso futebol. Ela decorre, como todos estão cansados de saber, da fragilidade financeira dos nossos clubes e dos legítimos sonhos de enriquecimento dos nossos atletas e de suas famílias, sonhos esses que proliferam no terreno de poucas oportunidades sociais do nosso país.
Acho, portanto, que o nosso futebol prosperará na medida em que o Brasil prosperar, se isso de fato vier a ocorrer.
Um dos traços dessa prosperidade deverá ser uma gestão mais profissional dos clubes, federações e confederação, combinada com uma melhor fiscalização e a adoção das punições pertinentes a cada caso, por parte do poder público.
Temo, no entanto, que isso nunca ocorra.
Mas este é um blog sobre futebol, não sobre economia ou política.
E devo dizer que meu medo maior é que o meu Flamengo continue a descer a ladeira no Brasileiro.