Hoje, na Folha, polêmica sobre o calendário brasileiro de futebol.
De um lado, Delair Dumbrosck, presidente em exercício do Flamengo; de outro, Marcelo de Campos Pinto, diretor-executivo da Globo Esportes.
Tendo a concordar com o segundo, que não vê com bons olhos a compatibilização do nosso calendário com o das 5 principais ligas europeias, embora eu deva ficar atento ao fato de que um e outro têm grandes interesses na evolução do debate e em suas consequências práticas.
A transferência massiva de jogadores e de eventuais futuros jogadores para o exterior é somente um dos problemas do nosso futebol. Ela decorre, como todos estão cansados de saber, da fragilidade financeira dos nossos clubes e dos legítimos sonhos de enriquecimento dos nossos atletas e de suas famílias, sonhos esses que proliferam no terreno de poucas oportunidades sociais do nosso país.
Acho, portanto, que o nosso futebol prosperará na medida em que o Brasil prosperar, se isso de fato vier a ocorrer.
Um dos traços dessa prosperidade deverá ser uma gestão mais profissional dos clubes, federações e confederação, combinada com uma melhor fiscalização e a adoção das punições pertinentes a cada caso, por parte do poder público.
Temo, no entanto, que isso nunca ocorra.
Mas este é um blog sobre futebol, não sobre economia ou política.
E devo dizer que meu medo maior é que o meu Flamengo continue a descer a ladeira no Brasileiro.
sábado, 22 de agosto de 2009
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